Nos postes passados vimos de maneira simplificada em que consiste
a Permacultura, ou seja suas bases teóricas. Porém devemos estender esse
conceito e colocá-lo mais próximo da realidade. Ora, a natureza da Permacultura
é justamente a aproximação e integração de tecnologias, muitas vezes, baratas e
de fácil aquisição e aplicação, para tornar a vida ecologicamente sustentável
algo mais palpável e possível. Assim,
para além das sucintas introduções
teóricas, que tal conhecermos um pouco mais da prática permaculturista no
cotidiano?
Vivemos em um país tropical, onde na maior
parte do seu território existe muito calor solar, calor em abundância. Essa
característica faz com que em várias regiões nas quais existe carência hídrica
e pluviométrica, o clima ser um problema. Entretanto, a exemplo daquilo que
vimos anteriormente, a permacultura ancora-se justamente em aproveitar ao
máximo os recursos disponíveis, adaptando nossas construções e nossas
necessidades de acordo com a fauna, flora, terreno e clima da região onde estamos
inserimos. E o Brasil tem sol, muito sol. Porque então não usar essa energia a
nosso favor? Um recurso ilimitado de impacto nulo e gerador de vários
benefícios. Desta maneira, o calor solar em abundância deixa de ser um problema
e vira uma solução. Painéis de captação solar são a forma de utilização desse
calor mais popularmente conhecidas, porém existem várias outras aplicações que
usam basicamente o mesmo princípio. O princípio é: os raios incidem sob um
ponto no centro de um material captador (geralmente metal cromado ou placas de
alumínio) , esse material toma a forma de uma cuia ou caixa, funcionando mais
ou menos da forma de um "pote" o qual acumula e concentra essa
radiação. A radiação concentrada no material gera o calor que é dissipado em
forma de energia. Essa energia vem de duas maneiras: a elétrica (painéis
solares) e térmica ( outros produtos). É justamente no uso térmico que iremos
nos concentrar dessa vez.
Já imaginou, naquele domingo ensolarado em que você está reunido
com a sua família para o típico almoço, porém esse sendo preparado num fogão
feito de materiais caseiros como papelão, papel alumínio e isopor? Esse fogão
funciona a custo zero? Sim meus amigos, isso é possível, falaremos hoje dos
fornos solares caseiros.
Esse utensílio tem um grande potencial de
inserção social devido a seu baixíssimo custo de produção, seu elevado
aproveitamento e facilidade de obtenção de materiais, construção e manutenção.
Populações mais carentes podem ser muito beneficiadas, inclusive com o
desenvolvimento de políticas públicas voltadas para isso.
Então, segue abaixo o passo a passo de como construir seu próprio
fogão solar caseiro:
1) Materiais: Caixa de papelão, saco plástico transparente, papel
alumínio, fita adesiva e cartolina preta.
2) Montagem: pinte de preto a caixa de papelão ou cubra com
cartolina preta o seu interior. Após, forre uma parte do papelão com papel
alumínio. Esse pedaço será utilizado como refletor solar. Ponha um prato
pequeno ou médio com o alimento para ser aquecido no interior da caixa, cobrindo
este com o plástico transparente. Leve o forno ao sol, ajustando o refletor
para iluminar dentro da caixa. Você vai reparar que pouco tempo depois o forno
estará quente. Sugiro utilizar uma vela de cera para testar o aquecimento.
Coloque e cronometre o tempo em que ela demora para começar a derreter. Esse é
o tempo que o forno demora para começar a funcionar.

Se você desejar, existe um modelo maior e mais completo, com
imagens disponível neste arquivo →http://sustentavelnapratica.net/arquivos/fogaosolar.pdf
Também disponibilizo este vídeo com um forno solar elaborado contendo o preparo de pães:
Um abraço e até próxima!
Nenhum comentário:
Postar um comentário